No Projecto Travessa da Ermida o mês Dezembro é o mês das Jóias. Em 2008 e 2009 a joalheira Alexandra Corte-Real apresentou o seu trabalho na Ermida Nossa Senhora da Conceição.
Em 2011 Alexandra Corte-Real, inspirada pela região madeirense, apresenta peças únicas de joalharia de autor que denotam uma atenção especial a características deste local como o tradicional bordado da Madeira ou as suas flores. Em jóias, mas também em acessórios como malas ou écharpes, a joalheira aplica o bordado da Madeira de forma surpreendente, que passa por vezes pelos fechos das peças.
Da associação do nome do arquipélago ao material com o mesmo nome nascem ainda peças que terão na sua composição madeiras nobres como o ébano, o buxo ou o pau rosa e violeta, demonstrando que da junção da joalharia contemporânea com as artes tradicionais podem nascer peças com um interesse acrescido.
Na exposição de 2008 a imagética foi Viana do Castelo e três dessas obras serviram para uma concepção posterior de três peças de mobiliário concebidas nas oficinas da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva e mostradas na Exposição colectiva “Welcome Laboratório #5” este ano. Na exposição de 2009, Linhas Paralelas, a joalheira, atraída pela geometria inerente ao trabalho do artista plástico Eduardo Nery, convidou-o a elaborar cinco desenhos que serviram como base da inspiração à criação de dez jóias, cinco em prata e cinco em prata banhada a ouro.
Este ano Alexandra Corte-Real quis ir mais longe, tanto no conceito de joalharia de autor como na escolha do local de apresentação do seu trabalho – a ilha da Madeira -.
A partir de 2011, o talento da joalheira de autor será residente na Travessa da Ermida com a inauguração do seu atelier, a curtos passos da Ermida Nossa Senhora da Conceição.