Left hand, Right hand

“Left Hand, Right Hand”
Daniela Crespi
21.07.2018-23.08.2018

A Porta 11 da Travessa da Ermida
Curadoria: Madalena éme

Para deixar o espetador entender o sentido desta obra, Daniela Crespi escolheu a língua inglesa pela palavra “right” que significa tanto lado direito quanto certo.
A artista descobriu ser ambidestra, ou como indica, uma canhota “falhada” e
assim, começou a questionar-se sobre as diferenças entre a mão direita e mão esquerda nos seus trabalhos.
A resposta tornou-se evidente: verificamos que os trabalhos com a mão direita saem mais precisos, certos e, controlados, enquanto os da mão esquerda são mais espontâneos, fortes e dinâmicos.
Para Daniela Crespi, trabalhar com a esquerda, libertou-a de qualquer coisa da parte do lado direita do cérebro e fê-la notar que já não eram importantes os traços fortes, a composição, a “perfeição”.
Com esta proposta, a artista deixa a questão: “Daqui, qual é a mão certa?”


Biografia
Daniela Crespi, 1977

“O meu trabalho é essencialmente baseado em memórias, sonhos e visões das duas cidades mais importantes para mim: Turim e Lisboa. Além dos elementos arquitetónicos, sinto um forte vínculo com a natureza e sua simbologia. Durante muito tempo dediquei-me à exploração de símbolos e a minhas obras são caracterizadas pela sua presença, por vezes ocultas, por vezes mais explícitas.”

Daniela Crespi é natural de Turin, Itália. Graduou-se em escultura na "Royal Academy of Fine Arts" em Turim..
Nos anos de 2003-2004 foi estudante no programa Erasmus e desde 2008 que vive e trabalha em Lisboa
Co-Fundadora do Atelier de Gravura CONTRAPROVA, leciona e dá workshops de técnicas de gravura.
Está representada em diversas coleções privadas (Itália, Portugal, Brasil), bem como nos arquivos da Royal Albertina Academy of Fine Arts em Turim.


A Porta 11 da Travessa da Ermida

Curadoria: Madalena éme

A Porta 11 da Travessa da Ermida é uma iniciativa que se propõe a ser um dispositivo para a contemplação de Arte 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por Ano 
Longe do caos e do consumo rápido e leviano de cultura, esta iniciativa, inserida no 11 da Travessa do Marta Pinto, procura interferir com quem se move e experiência uma pequena travessa em Belém.

O projecto pretende oferecer a contemplação de obras de arte sem a restrição horária, ao mesmo tempo que propõe aos artistas o desafio de explorar um espaço aparentemente bidimensional. Este novo “elemento público” procura, através da apropriação mensal de cada artista, abranger múltiplas áreas nas Artes como: Pintura, Escultura, Instalação, Ilustração, Graffiti, Vídeo, Fotografia e Desenho.


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